08/03/2018


    Dia Internacional da Mulher: Clientes ABS mostram sua força e se destacam ao redor do país


    Uma em cada três propriedades rurais do país tem mulheres ocupando funções de comando. De acordo com dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), há cinco anos as mulheres ocupavam apenas 10% desses cargos.

    A ABS tem a honra de contar com a força da mulher que trabalha em prol do campo ao longo do tempo. São clientes e colaboradoras de norte a sul do país, com as mais diversas histórias e lições de vida.

    O primeiro contato já não é muito fácil, afinal, o trabalho não se limita às pastagens e aos estábulos: filas em bancos, filas em supermercados, carro na oficina e filhos que precisam ser levados até à escola são apenas alguns dos comentários que escutamos ao telefone quando ligamos para nossas clientes. Mesmo assim, nada é impossível para elas. Tudo é questão de planejamento.

    Planejamento, aliás, é o que faz com que Tânia Tetzner, de Engenheiro Coelho (SP), tenha a meta de alcançar a produção diária de 5 mil litros de leite. Hoje, o Sítio Lagoa Bonita produz 3.500 litros por dia, gerando uma produção anual de mais de 1 milhão de litros.

    Tânia é gerente geral do sítio e, para ela, a pecuária leiteira é uma grande paixão. ?Consigo melhorar minha condição financeira e, mais importante, melhorar como pessoa. No dia a dia, aprendo com pessoas sobre valores que só consigo entender com o trabalho no campo?, destaca.

    A Fazenda Barbaqua, de Margaret Schmitk Koller produz, anualmente, 28 litros de leite por animal na propriedade. Cerca de 90% do plantel da fazenda localizada em Castro (PR) é composto pela raça Jersey. O restante divide-se entre Mestiça e Holandês. Há treze anos no campo, Margaret relaciona a pecuária ao amor. ?Saber que a produção de leite move o mercado nacional e alimenta milhares de pessoas faz com que eu me dedique a produzir com a melhor qualidade para todos?.

    Para Marilda Morais Oliveira, que mora e trabalha no campo, é pecuária representa oportunidades. ?É por meio dela que conseguimos nossos objetivos e damos estudos para nossos filhos, com muito esforço e dedicação. Digo com muito orgulho que sou produtora de leite?, ela ressalta. Marilda e o marido administram a Fazenda Mata da Lagoa, em Arapuá (MG). Lá, são produzidos, por dia, 1400 litros de leite da raça Holandesa. Há 20 anos, eles contam com a ajuda da ABS para sempre focar no melhoramento genético.

    Luciana Weigel Rebonado é gerente e proprietária da Chácara Giulia, em Castro (PR). Focada na produção de leite desde 2001 e com predominância da raça holandesa, a propriedade produz 600 mil litros de leite por ano Para ela, a pecuária vai muito além da produção. ?Criamos um vínculo de carinho e cuidado com os animais e também procuramos proporcionar qualidade de vida para todos os envolvidos na atividade. Esse trabalho é merecedor de muito respeito e incentivo.?

    Rita Luiza Granjeiro é administradora da Fazenda Granjeiro, em Paracuru (CE). Incialmente focada na produção de coco verde, hoje a fazenda também trabalha com produção de leite e animais Nelore para corte. Hoje, a produção de liete já é responsável pela maior parte da receita da propriedade. ?A pecuária foi o que deu vida à fazenda. Ela estava morta, triste. Os animais movimentaram a fazenda. E eu acompanho tudo, todas as atividades. Todas as visitas técnicas são feitas por mim. 70% do meu tempo é aqui?, comenta.

    Carine Scheider, médica veterinária e gestora da Fazenda Cedro, em Chapadão do Céu (GO), trabalha com foco de produção em reprodutores e matrizes PO Nelore Mocho e confinamento. A propriedade faz parte do Grupo Wink, empresa familiar de agricultura e pecuária. ?A pecuária em minha vida tem a ver com o propósito e construção de um legado. É muito além de uma atividade econômica. É minha maneira de expressar a arte por meio da seleção de Nelore Mocho. É também a ferramenta de geração de renda, de transformação da comunidade onde estamos inseridos?, destaca.

    A engenheira agrônoma Eiriane Rodrigues é gestora da Fazenda Medalha Milagrosa, em Prata (MG). A propriedade cira raças Girolando e Gir Leiteiro, produzindo 3 milhões e 500 mil litros de leite por ano. "Para mim, a pecuária significa alinhar o conhecimento e o capricho na obtenção de uma atividade sustentável. É ser eficiente no processo da produção de leite, carne e genética, agregando valor aos mesmos e à economia", pontua.

    Para Juliana Marinho Campos Pires, a pecuária trouxe uma motivação a mais. "Precisava dar continuidade ao legado do meu pai e, por não ser do ramo, precisei abrir a mente e acreditar no negócio. Para minha grata surpresa, me apaixonei pelos animais, pela natureza e criei um vínculo forte com a vida simples do campo", ela conta.

    Juliana é psicóloga e sempre morou em Belo Horizonte, mas, desde o falecimento odo pai, em julho de 2013, ela assumiu a administração da fazenda familiar com a ajuda do marido e do irmão. Atualmente, a Fazenda João Dias, em Pará de Minas (MG), foca na produção leiteira e cria animais das raças Holandês e Girolando. A produção anual é de 700 mil litros de leite.

    A jovem Francieny Aquino Rezende dos Santos ainda está cursando o 8º período de Medicina Veterinária e já é responsável técnica da Fazenda Tenda, em Uberlândia (MG). "Eu nasci e cresci no meio rural, então desde pequena fui envolvida nas atividades da fazenda com meu pai. A paixão começou bem cedo mesmo, me descobri realmente apaixonada por vaca, vaca de produção de leite. Então, comecei a ajudar meu pai e meu avô", ela relembra. A fazenda cria Girolando para produção de leite e também recria e engorda machos mestiços Nelorando.  A média de produção é de mais de 620 mil litros de leite por ano.

    Esses são apenas alguns exemplos das mulheres que movimentam os campos ao redor do país. Elas nos representam e fazem o mercado crescer a cada novo dia. Com a ajuda delas, tornamos a pecuária cada vez mais forte.




    Novidades ABS

    1