04/10/2018


    ABS incentiva prevenção e adere ao movimento Outubro Rosa


    O mês de outubro, mais uma vez, inicia-se marcado pelo debate e pela mobilização acerca da prevenção e diagnóstico do câncer de mama. O movimento internacional surgiu na década de 90, e desde então, promove informação, conscientização e ações de combate à enfermidade, que de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA), é a doença oncológica mais comum entre as mulheres e segunda mais incidente no Brasil.

    A equipe da ABS Brasil apoia as movimentações, ações e discussões do Outubro Rosa, reforçando as recomendações médicas para o público feminino e, internamente, vem divulgando boletins informativos; assim como chamado a atenção de seus seguidores nas redes sociais com postagem relativa ao tema.

    Segundo a cirurgiã oncológica e diretora do Departamento de Mastologia A.C.Camargo Cancer Center, Fabiana Baroni Makdissi, em entrevista à Revista SAÚDE, o câncer é causado pela proliferação descontrolada de células da mama, que perdem a capacidade de morrer. "No Brasil, temos aproximadamente 58 mil novos casos de câncer de mama todos os anos. É quase como se a gente enchesse o Estádio do Mineirão todo dia 1º de janeiro com mulheres que terão câncer ao longo do ano", compara a médica.

    A incidência do câncer de mama está fortemente ligada à faixa etária: após os 50 anos, as mulheres estão mais propensas a desenvolver a doença, e 80% dos diagnósticos ocorrem nessa idade. Além disso, o câncer de mama também pode ter caráter hereditário, embora apenas 10% dos casos envolvam origem genética.  Segundo a mastologista de Florianópolis Rebeca Neves Heinzen, obesidade, sedentarismo, má alimentação, ingestão exagerada de álcool e terapias de reposição hormonal também são expressivos fatores de risco

    "Além desses fatores, mulheres com mamas muito densas, que apresentam dificuldade de detecção, e que se submeteram a radioterapia no tórax também têm chances mais elevadas de desenvolver câncer de mama", ela explica, em conversa com a Revista Versar.

    A mamografia deve ser realizada anualmente pelas mulheres a partir dos 40 anos e é uma das principais maneiras de diagnosticar a doença, mas a realização do autoexame também é parte importante do processo, como afirma a médica e diretora científica da Sociedade de Radiologia de Minas Gerais, Dra. Thais Abreu de Castro. "O autoexame favorece que a mulher conheça as suas mamas e, ao menor sinal de alteração, procure um médico", comenta, em entrevista ao portal "A Revista da Mulher".




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